3 de maio de 2012
manual do pedro hijo - número 2
o maior medo da minha vida é o futuro. tenho esse pânico do que pode acontecer daqui para frente que me impede até mesmo de olhar calendário novo. quando nego chega falando sobre, sei lá, como vai ser a vida em 2025 eu já saio do recinto. medo, pavor do futuro. vai que eu tô andando na rua e cai uma bigorna em cima de mim, vai que no futuro eu perco todas as pessoas que eu amo, vai que no futuro minha vida se transforma em um monte de coisa cu pra fazer, vai que no futuro eu tenha que trabalhar o dobro do que trabalho hoje para colocar o pão na mesa porque não vai ter papai pra garantir o meu iogurte light de banana. esse meu medo se reflete muito nas atitudes que eu tenho hoje. eu vivo sempre no limite das coisas porque eu quero ter certeza de que vivi o suficiente para não me arrepender depois. fico com minha família mesmo que eu esteja morto de cansado, marco dezenas de compromissos com os broder e vou dando meus pulos para estar em trezentos mil lugares nas mesmas horas, estou sempre disponível pra o que aparecer: eu tento fazer com que no final do dia eu consiga ter pelo menos mais uma página incrível na minha biografia. porque a graça da vida é viver e eu não quero que no futuro eu perceba que fui deixando de viver as coisas porque estava com muito sono, com muita preguiça.
30 de abril de 2012
manual do pedro hijo - número 1
eu funciono da seguinte forma:
conheço alguém > gosto muito da pessoa > me aproximo > mostro todo o meu amor > vejo que a pessoa também gosta de mim > fico muito feliz > a relação fica cada vez mais profunda > daí eu acho que a pessoa não está mais curtindo minha companhia (quem iria gostar de ter pedro hijo como amigo?) > me afasto > sumo > desapareço achando que tudo isso é uma grande prova de amor, afinal, estou poupando a pessoa de ter um mala como pedro hijo do lado dela > fico só e reclamo que ninguém me quer do lado > volto a me culpar achando que o problema sou eu.
looping eterno.
conheço alguém > gosto muito da pessoa > me aproximo > mostro todo o meu amor > vejo que a pessoa também gosta de mim > fico muito feliz > a relação fica cada vez mais profunda > daí eu acho que a pessoa não está mais curtindo minha companhia (quem iria gostar de ter pedro hijo como amigo?) > me afasto > sumo > desapareço achando que tudo isso é uma grande prova de amor, afinal, estou poupando a pessoa de ter um mala como pedro hijo do lado dela > fico só e reclamo que ninguém me quer do lado > volto a me culpar achando que o problema sou eu.
looping eterno.
gloria kalil is proud of me
daí que sexta-feira eu saí do trabalho e resolvi encarar um shopping sozinho e comprar roupa. muitos de vocês se ofereceram para encarar essa maratona do ódio comigo (amor verdadeiro amor eterno por vocês), mas chegou a hora de crescer e encarar os problemas de frente, sozinho. fui lá com a vontade de comprar uma calça jeans (estava com 1 (uma) calça jeans no guarda-roupa fazia um ano) e fui na primeira loja que apareceu (fui na luigi bertolli. é loja chique? é normal? é saldão de feira? me falem para que eu tire onda de 'comprei minha roupa na luigi bertolli' ou não). segue o diálogo:
- oi moça. não sei comprar roupa e preciso de uma calça jeans.
- hahaha qual o modelo exatamente?
- uma calça jeans que seja azul, mas que não seja aquele azul mcdonalds, que seja folgada, mas não seja hip hop, que seja apertada, mas não seja leo santana, que seja slim mas que não estrangule minhas panturrilhas e que seja 38.
- hmmmm, bem específico, hein?
ela chamou uma outra atendente falando "me ajuda, pelo amor de deus". no final do processo todo, movimentei quatro funcionários que se dividiram na missão de achar uma calça jeans do meu gosto. eu ficava no vestiário enquanto os 4 iam tentando procurar peças para mim: eu entrava no provador, os 4 ficavam sentadinhos esperando eu me vestir, saír e desfilar, daí eu fazia meus comentários e depois cada um aprovava ou não. "tá gato", "tá pegada", "não te favorece" (amei esse negócio de "não te favorece"). provei umas camisetas azuis e umas batas também, mas não sou caio blat no elenco de estrela-guia, então, saí de lá com uma calça jeans e um short depois de 4 horas de procura. :D quatro fucking horas. sou lindo.
acontece que comprar roupa não é tão ruim assim. BELEZA que rolou toda uma assistência fashion do pessoal da loja, mas quem sabe da próxima vez eu não compro mais coisas e com menos ajuda. até já separei umas roupas que estão largas no meu armário para substituir por peças novas. metade das camisas G eu vou doar, metade vou cortar estilo LMFAO pra usar na academia. estilo é tudo.
- oi moça. não sei comprar roupa e preciso de uma calça jeans.
- hahaha qual o modelo exatamente?
- uma calça jeans que seja azul, mas que não seja aquele azul mcdonalds, que seja folgada, mas não seja hip hop, que seja apertada, mas não seja leo santana, que seja slim mas que não estrangule minhas panturrilhas e que seja 38.
- hmmmm, bem específico, hein?
ela chamou uma outra atendente falando "me ajuda, pelo amor de deus". no final do processo todo, movimentei quatro funcionários que se dividiram na missão de achar uma calça jeans do meu gosto. eu ficava no vestiário enquanto os 4 iam tentando procurar peças para mim: eu entrava no provador, os 4 ficavam sentadinhos esperando eu me vestir, saír e desfilar, daí eu fazia meus comentários e depois cada um aprovava ou não. "tá gato", "tá pegada", "não te favorece" (amei esse negócio de "não te favorece"). provei umas camisetas azuis e umas batas também, mas não sou caio blat no elenco de estrela-guia, então, saí de lá com uma calça jeans e um short depois de 4 horas de procura. :D quatro fucking horas. sou lindo.
acontece que comprar roupa não é tão ruim assim. BELEZA que rolou toda uma assistência fashion do pessoal da loja, mas quem sabe da próxima vez eu não compro mais coisas e com menos ajuda. até já separei umas roupas que estão largas no meu armário para substituir por peças novas. metade das camisas G eu vou doar, metade vou cortar estilo LMFAO pra usar na academia. estilo é tudo.
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